As Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
As Bachianas Brasileiras foram escritas por Villa-Lobos entre 1930 e 1945 e são em número de 9. São uma homenagem de Villa-Lobos a Bach, refletindo as similitudes entre os cantos e ritmos da música do Brasil e a atmosfera formal de Bach.
Seus movimentos foram nomeados com palavras tipicamente brasileiras, ainda que de acôrdo com os nomes tradicionais (título adicionado).
No. 1 para orquestra de cellos (1930)
A No.1 foi dedicada a Pablo Casals. A premiére foi em 12 de setembro de 1932, pela Phillarmonica do Rio de Janeiro, conduzida por Walter Burle Marx. Seus movimentos são: 1. Introdução: Embolada / 2. Prelúdio: Modinha / 3. Fuga: Conversa . Merece destaque a gravação dos 12 Celistas da Filarmônica de Berlin (EMI CDC 5569812) e a de The Yale Cellos, com Aldo Parisot.
No. 2 para orquestra de câmara (1930-31)
Seus movimentos são:
| Movimento | Orquestração original | Título adicionado |
| O Canto do Capadocio | cello & piano | Prelude |
| O Canto da Nossa Terra | cello & piano | Aria |
| Lembranca do Sertão | piano solo | Dansa |
| O trenzinho do Caipira | cello & piano | Toccata |
No. 3 para piano e orquestra (1938)
Composta em 1938, esta peça foi executada pela primeira vez a 19 de fevereiro de 1947 pelo pianista José Vieira Brandão com a Orquestra da CBS regida por Villa-Lobos.
No. 4 para piano (1930-41)
A orquestração desta peça foi feita por Villa-Lobos em 1941. Ele regeu a premiére em 5/julho/1942 com a orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No entanto a Bachiana No. 4 é mais conhecida especialmente o Prelúdio em sua versão para o piano, com inúmeras gravações. A versão orquestrada conta com duas notáveis leituras: a de Michael Tilson-Thomas e, mais recentemente, a de Roberto Minczuk com a OSESP. Há tambem a leitura de Lopez-Cobos com a Cincinnati Symphony. Os movimentos são: Prelúdio (Introdução) 3'15 - Coral (Canto do Sertão) 3'44 - Ária (Cantiga) 4'40 - Dança (Miudinho) 2'48
No. 5 para voz e 8 cellos (1938 e 1945)
Esta peça é a mais popular de Villa-Lobos. Tem 2 movimentos, escritos com 7 anos de diferença: uma Aria (Cantilena), e uma Dansa (Martelo). Partes da Aria são cantadas em vocalise sem palavras, embora a seção central seja de um poema de Ruth Valadares Correia. A Dansa tem um texto de Manuel Bandeira.
A premiére ocorreu pela Orchestre National de la Radiodiffusion Française, regida por Villa-Lobos, com sua soprano favorita, a espanhola Victoria De Los Angeles.
Vale a pena conferir duas das gravações desta obra: EMI (CDC 7 474332) com Barbara Hendricks e a RCA Victor (09026-68538-2) com Renée Fleming. Existe também uma gravação de 1957 com Victoria de Los Angeles e regência de Villa-Lobos, pelo selo EMI e uma por Kiri Te Kanawa sob regência do celista Lynn Harrell, de 1984, pelo selo Decca. Também merece destaque a gravação dos 12 Celistas da Filarmônica de Berlin com Juliane Banse, soprano (EMI CDC 5 569812).
No. 6 para flauta e baixo (1938)
Esta peça foi escrita no Rio de Janeiro em 1938.
No. 7 para orquestra (1942)
Esta peça foi escrita no Rio de Janeiro em 1942 e tocada pela primeira vez em 1944.
No. 8 para orquestra (1944)
Esta peça foi escrita no Rio de Janeiro em 1944 e tocada pela primeira vez no Rio em 1947.
No. 9 para coro e orquestra de cordas (1944)
Esta peça foi escrita no Rio de Janeiro em 1944.
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Saiba mais sobre Villa-Lobos consultando a página a ele dedicada no site da Red Deer Public Library, de Alberta, Canada.